{"id":15555,"date":"2025-12-29T09:56:56","date_gmt":"2025-12-29T12:56:56","guid":{"rendered":"https:\/\/conexaodjota.com.br\/?p=15555"},"modified":"2025-12-29T09:56:56","modified_gmt":"2025-12-29T12:56:56","slug":"com-recorde-de-atletas-corrida-de-sao-silvestre-tera-centesima-edicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/conexaodjota.com.br\/?p=15555","title":{"rendered":"Com recorde de atletas, corrida de S\u00e3o Silvestre ter\u00e1 cent\u00e9sima edi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2025-12\/com-recorde-de-atletas-corrida-de-sao-silvestre-tera-centesima-edicao\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\"><br \/>\n\t\t\t\t<\/a><\/p>\n<p><strong>Em uma viagem a Paris, o jornalista C\u00e1sper L\u00edbero ficou maravilhado com uma corrida realizada \u00e0 noite. Decidido a promover algo semelhante no Brasil, ele idealizou uma prova que deveria ocorrer sempre no \u00faltimo dia do ano. E foi assim que, em uma noite do dia 31 de dezembro de 1925, foi realizada a primeira Corrida de S\u00e3o Silvestre da hist\u00f3ria. Ela recebeu esse nome em homenagem ao santo do dia.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1673569&#038;o=rss\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1673569&#038;o=rss\"><\/p>\n<p>\u201cA S\u00e3o Silvestre foi uma ideia do jornalista, empres\u00e1rio e advogado C\u00e1sper L\u00edbero. Ele estava passeando por Paris em 1924 e assistiu uma prova em que os corredores empunhavam tochas, fazendo um efeito super lindo \u00e0 noite, com aquela vibra\u00e7\u00e3o toda. Ele gostou, se entusiasmou e trouxe a ideia para o Brasil, para S\u00e3o Paulo. E j\u00e1 em 1925 ele criou a primeira edi\u00e7\u00e3o da corrida de S\u00e3o Silvestre. Na \u00e9poca, inclusive, S\u00e3o Silvestre era escrito com Y. Foi a\u00ed que nasceu a nossa prova, que hoje est\u00e1 completando a sua cent\u00e9sima edi\u00e7\u00e3o\u201d, diz Eric Castelheiro, diretor-executivo da Corrida Internacional de S\u00e3o Silvestre, em entrevista \u00e0 reportagem do programa <strong>Caminhos da Reportagem<\/strong>, da <strong>TV Brasil<\/strong>, emissora da<strong>\u00a0Empresa Brasil de Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211;\u00a0<strong>EBC<\/strong>.<\/p>\n<\/p>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2024-12\/sao-silvestre-atletas-elogiam-publico-e-apontam-calor-como-obstaculo\">S\u00e3o Silvestre: atletas elogiam p\u00fablico e apontam calor como obst\u00e1culo.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2024-12\/queniano-vence-e-brasileiro-chega-em-quarto-lugar-na-sao-silvestre\">Queniano vence e brasileiro chega em quarto lugar na S\u00e3o Silvestre.<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2024-12\/brasil-volta-ao-podio-feminino-da-sao-silvestre\">Brasil volta ao p\u00f3dio feminino da S\u00e3o Silvestre.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Disputada inicialmente na virada do ano, a primeira edi\u00e7\u00e3o contou com 60 inscritos, mas apenas 48 deles participaram da largada, que ocorreu no Parque Trianon, na Avenida Paulista, \u00e0s 23h40. Eles percorreram 8,8 mil metros pelas ruas de S\u00e3o Paulo e a corrida acabou sendo vencida por Alfredo Gomes, que completou o percurso em 23m19s.<\/p>\n<p><strong>\u201cO Alfredo Gomes era um atleta negro. Em 1924, um ano antes da primeira edi\u00e7\u00e3o da S\u00e3o Silvestre, ele j\u00e1 fazia sucesso porque estava representando o Brasil nos Jogos Ol\u00edmpicos de Paris. Ele foi o primeiro negro a representar o pa\u00eds\u201d, explica Castelheiro.<\/strong><\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, a S\u00e3o Silvestre se tornou a corrida mais tradicional e conhecida do pa\u00eds e s\u00f3 deixou de ser realizada em 2020, devido \u00e0 pandemia da covid-19. No ano passado, a prova completou 100 anos de sua hist\u00f3ria, mas \u00e9 somente neste ano de 2025 que ela chega \u00e0 sua cent\u00e9sima edi\u00e7\u00e3o, alcan\u00e7ando um recorde de participantes com mais de 50 mil corredores inscritos.<\/p>\n<h2>Her\u00f3is<\/h2>\n<p><strong>Em suas primeiras edi\u00e7\u00f5es, apenas atletas brasileiros participavam da prova. Mas, a partir de 1927 foi permitida a inscri\u00e7\u00e3o de estrangeiros que moravam no Brasil, o que vez com que o italiano Heitor Blasi, radicado em S\u00e3o Paulo, vencesse as edi\u00e7\u00f5es de 1927 e 1929. Blasi foi o \u00fanico estrangeiro a ganhar a prova na chamada fase nacional da corrida, que durou at\u00e9 1944.<\/strong><\/p>\n<p>A partir de 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial, a corrida passou a contar com a participa\u00e7\u00e3o de atletas estrangeiros, mas inicialmente s\u00f3 para atletas da Am\u00e9rica do Sul. Foi s\u00f3 dois anos depois que ela passou a ser de fato mundial, dando in\u00edcio a um per\u00edodo de 34 anos sem vit\u00f3rias de atletas brasileiros, o que s\u00f3 foi superado em 1980, com a vit\u00f3ria do pernambucano Jos\u00e9 Jo\u00e3o da Silva. As mulheres s\u00f3 come\u00e7aram a competir em 1975, prova que foi vencida pela alem\u00e3 Christa Valensieck.<\/p>\n<h2>L\u00e1grimas e gritos<\/h2>\n<p>Em entrevista ao programa <strong><em>Caminhos da Reportagem<\/em><\/strong>, da <strong>EBC<\/strong>, o empres\u00e1rio e ex-atleta Jos\u00e9 Jo\u00e3o da Silva recordou daquele dia em que quebrou o tabu. \u201cO povo come\u00e7ava a chorar, a gritar. O Osmar (de Oliveira, meu m\u00e9dico) come\u00e7ou a gritar e a chorar. Era [a quebra] de um tabu. O primeiro brasileiro a vencer\u201d, conta. \u201cEu fui o aben\u00e7oado, vamos dizer assim. Cheguei e consegui esse marco. Essa vit\u00f3ria foi um grande marco\u201d, recorda.<\/p>\n<p>Ele, que come\u00e7ou a trabalhar muito cedo, ainda crian\u00e7a, nas ro\u00e7as de Pernambuco, n\u00e3o fazia ideia do que aquela vit\u00f3ria na S\u00e3o Silvestre significaria para a sua vida. \u201cParou o pa\u00eds. Foi como uma Copa do Mundo. O povo queria invadir e foi contido pela pol\u00edcia. Eu n\u00e3o sabia o tamanho [dessa vit\u00f3ria]. Depois a gente fica meio [assim], d\u00e1 at\u00e9 vontade de chorar. \u00c9 muito impactante. A tua vida muda totalmente\u201d, recorda.<\/p>\n<p>Um brasileiro como Jos\u00e9 Jo\u00e3o da Silva e que vence essa prova acaba se tornando uma esp\u00e9cie de her\u00f3i para a popula\u00e7\u00e3o, destaca o diretor da corrida. \u201cEsses atletas [brasileiros], que est\u00e3o em um evento t\u00e3o representativo e que tem tanto alcance e hist\u00f3ria, acabam virando \u00eddolos\u201d, assegura.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cUm atleta de uma corrida de rua est\u00e1 correndo o tempo todo em todo lugar. Ent\u00e3o, ele acaba sendo aquele super-her\u00f3i humano. Ele parece um super-her\u00f3i, mas ele tamb\u00e9m \u00e9 humano igual a voc\u00ea. Ent\u00e3o acho que isso acaba trazendo muita identifica\u00e7\u00e3o\u201d, garante.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Recorde<\/h2>\n<p>Isso foi o que aconteceu com <a href=\"https:\/\/memoria.ebc.com.br\/agenciabrasil\/\/noticia\/2010-12-31\/brasileiro-marilson-gomes-dos-santos-vence-sao-silvestre\" target=\"_blank\">Marilson Gomes dos Santos<\/a>, o brasileiro que mais venceu a S\u00e3o Silvestre desde que ela se tornou internacional. Foram tr\u00eas vit\u00f3rias, conquistadas em 2003, 2005 e 2010.<\/p>\n<p>\u201cOs brasileiros torcem muito para [os atletas] brasileiros, independente de qual modalidade for. Na S\u00e3o Silvestre a gente pode sentir isso. Quando voc\u00ea ganha, vemos mais pessoas querendo correr tamb\u00e9m, querendo participar de prova de rua. Eu vi muitos depoimentos e at\u00e9 hoje escuto pessoas falando que come\u00e7aram a correr porque me viram correr a S\u00e3o Silvestre, porque me viram ganhar a S\u00e3o Silvestre em 2003\u201d, assegura.<\/p>\n<p>Maria Zeferina Baldaia tamb\u00e9m sentiu uma grande mudan\u00e7a em sua vida ap\u00f3s participar e ganhar a corrida em 2001. Ela, que trabalhou por 20 anos como boia-fria [termo popular usado para ser referir a um trabalhador rural], recorda como come\u00e7ou a correr at\u00e9 se tornar refer\u00eancia no esporte. \u201cEu trabalhava como boia-fria e, na hora do almo\u00e7o, desde crian\u00e7a, eu corria. J\u00e1 saia correndo pelo carreador que s\u00e3o as estradas largas que dividem a cana dos dois lados\u201d, conta.<\/p>\n<p>\u201cCorri durante 15 anos descal\u00e7a, porque eu n\u00e3o tinha t\u00eanis. Meus pais n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es de comprar um e, mesmo assim, eu continuei correndo, apesar dos cacos de vidro e do sol quente. Eu tinha o objetivo de ajudar a minha fam\u00edlia, ent\u00e3o corri durante 15 anos descal\u00e7a\u201d, recorda.<\/p>\n<h2>Inspira\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>U<strong>m dia ela estava assistindo a uma corrida da S\u00e3o Silvestre na casa de uma vizinha e surgiu a inspira\u00e7\u00e3o para participar do evento. \u201cEu vi a Rosa Mota ganhar, uma portuguesa, que ganhou a S\u00e3o Silvestre seis vezes. Eu corri para casa e falei para a minha m\u00e3e: \u2018m\u00e3e, uma mulher pequeninha ganhou a corrida l\u00e1 em S\u00e3o Paulo, a Corrida de S\u00e3o Silvestre. Ser\u00e1 que um dia eu tamb\u00e9m posso ir l\u00e1 correr?\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>Quinze anos depois de assistir a \u00faltima vit\u00f3ria de Rosa Mota pela TV, Maria Zeferina conseguiu realizar o seu sonho e se tornou inspira\u00e7\u00e3o para muitas outras mulheres.<\/p>\n<p>\u201cEu me espelhei na Rosa Mota. Depois da minha vit\u00f3ria na S\u00e3o Silvestre eu escuto de muitas pessoas que me procuram &#8211; muitas m\u00e3es, mulheres e meninas &#8211; que querem ser igual a Maria Zeferina. Eu costumo dizer que, assim como a Rosa Mota foi meu \u00eddolo e minha inspira\u00e7\u00e3o, eu hoje sirvo de inspira\u00e7\u00e3o, motiva\u00e7\u00e3o e espelho para outras pessoas. Isso n\u00e3o tem pre\u00e7o\u201d, assegura.<\/p>\n<p><strong>Esse reconhecimento tamb\u00e9m ocorreu em sua cidade. O centro ol\u00edmpico de Sert\u00e3ozinho, no interior paulista, acabou sendo batizado com o nome da corredora, uma forma de eternizar sua trajet\u00f3ria e inspirar as futuras gera\u00e7\u00f5es. \u201cPoder estar fazendo hoje o que eu ainda fa\u00e7o, que \u00e9 correr, e poder treinar l\u00e1 no centro ol\u00edmpico e ver as crian\u00e7as, jovens e adultos fazendo o que eu ainda fa\u00e7o, isso n\u00e3o tem pre\u00e7o\u201d, explica a atleta.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cZeferina \u00e9 uma marca muito forte porque \u00e9 uma mulher brasileira e uma pessoa extremamente acess\u00edvel. Isso muda muito a figura do atleta. No caso dela, sendo vencedora, mas, ao mesmo tempo, a pessoa que acolhe e que \u00e9 muito gentil na conversa, a torna uma pessoa muito acess\u00edvel. E ela tem tamb\u00e9m a hist\u00f3ria de que n\u00e3o nasceu atleta: ela cortou cana, teve uma vida muito dura e virou atleta. Ent\u00e3o, ela tamb\u00e9m \u00e9 a imagem do poss\u00edvel\u201d, salienta Martha Maria Dallari, atleta e <em>personal trainer<\/em>. \u201cO atleta de corrida de rua \u00e9 muito pr\u00f3ximo. Ele divide o ch\u00e3o pelo qual eu passei. Eu fiz a prova que a Zeferina fez. Eu fiz a prova que o Marilson fez. Estas s\u00e3o coisas muito fortes, da gente estar muito perto, compartilhando disso [com eles]\u201d enfatiza.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Maiores vencedores<\/h2>\n<p><strong>A maior vencedora da S\u00e3o Silvestre \u00e9 a portuguesa Rosa Mota, com seis vit\u00f3rias consecutivas alcan\u00e7adas no in\u00edcio dos anos 1980. Em seguida, est\u00e1 o queniano Paul Tergat: cinco vit\u00f3rias. Entre os brasileiros, o t\u00edtulo fica com Mar\u00edlson Gomes dos Santos: tr\u00eas vit\u00f3rias.<\/strong><\/p>\n<p>Desde 1945, quando a competi\u00e7\u00e3o se tornou internacional, os brasileiros conquistaram 16 vezes essa prova, sendo 11 conquistas entre os homens e cinco entre as mulheres. No masculino, a \u00faltima vit\u00f3ria brasileira foi conquistada em 2010, com Marilson Gomes dos Santos. No feminino, a \u00faltima vit\u00f3ria foi com Luc\u00e9lia Peres, em 2006.<\/p>\n<p>\u201cTive a oportunidade de correr muitas provas, em outros pa\u00edses. Mas correr dentro de casa, no \u00faltimo dia do ano, com as pessoas comemorando e muita gente acompanhando pela TV e torcendo, pessoalmente \u00e9 uma energia contagiante\u201d, opina Marilson, em entrevista \u00e0 reportagem do programa da <strong>TV Brasil<\/strong>. \u201c\u00c9 uma prova que, sem d\u00favida nenhuma, qualquer atleta que se preze quer ganhar. E qualquer atleta tem que se preparar muito para chegar bem, tem realmente que visar como se fosse a prova da vida, porque foi a prova da minha vida\u201d, acrescenta.\u00a0<\/p>\n<h2>Prova democr\u00e1tica<\/h2>\n<p>Atualmente, a S\u00e3o Silvestre \u00e9 aberta para todos os p\u00fablicos, com largadas especiais para mulheres e homens corredores de elite e tamb\u00e9m para cadeirantes, demais atletas PCDs e atletas amadores. Al\u00e9m disso, ela conta com uma edi\u00e7\u00e3o especial, realizada em um outro dia e no Centro Ol\u00edmpico do Ibirapuera, chamada de S\u00e3o Silvestrinha, onde competem crian\u00e7as e adolescentes.\u00a0<\/p>\n<p><strong>\u201cA gente tem uma organiza\u00e7\u00e3o de largada em ondas. Por exemplo, a prova come\u00e7a \u00e0s 7h25 com PCDs e os cadeirantes muito r\u00e1pidos e que inclusive est\u00e3o acostumados a disputar campeonatos mundiais e paral\u00edmpicos. \u00c0s 7h40 larga a elite feminina, [composta] por atletas de ponta de v\u00e1rios pa\u00edses. \u00c0s 8h05 larga a elite masculina em dois pelot\u00f5es, A e B, por n\u00edvel t\u00e9cnico, com os mais r\u00e1pidos \u00e0 frente. Depois, v\u00eam os outros pelot\u00f5es [e o p\u00fablico, em geral]\u201d, detalha o diretor da corrida.<\/strong><\/p>\n<p>Isso, diz ele, faz com que a prova seja bastante democr\u00e1tica, contando com a participa\u00e7\u00e3o de pessoas de diversas partes do pa\u00eds e do mundo.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=153:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/0mdjb8i-dGhOsEvKRvT2k6gRxro=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/sao_silvestre.jpg?itok=ChZOTGwv\" alt=\"Corrida de S\u00e3o Silvestre\" title=\"Arquivo\/Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil\"><br \/>\n        <noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/0mdjb8i-dGhOsEvKRvT2k6gRxro=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/sao_silvestre.jpg?itok=ChZOTGwv\" alt=\"Corrida de S\u00e3o Silvestre\" title=\"Arquivo\/Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil\"><\/noscript><br \/>\n    <!-- END scald=153 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\"><!--copyright=153-->Corrida de S\u00e3o Silvestre ter\u00e1 este ano 50 mil participantes movimentando avenidas de S\u00e3o Paulo &#8211; <strong>Arquivo\/Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=153--><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Quebrando marcas<\/h2>\n<p><strong>\u201cA gente sempre fala que a S\u00e3o Silvestre \u00e9 uma das mais democr\u00e1ticas competi\u00e7\u00f5es esportivas e at\u00e9 do entretenimento porque nem todo mundo vem para competir. Tem gente que vem para fazer realiza\u00e7\u00f5es pessoais, quebrar sua pr\u00f3pria marca e por seu pr\u00f3prio objetivo. Cada um vem com seu plano e todo mundo \u00e9 bem recebido\u201d, enfatiza Castelheiro. Isso \u00e9, inclusive, o que torna a S\u00e3o Silvestre mais especial, destaca Martha Maria Dallari. \u201cO forte da S\u00e3o Silvestre s\u00e3o essas hist\u00f3rias, s\u00e3o essas pessoas que resolvem correr, desafiar, encontrar amigos e celebrar o ano novo\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>Acrescenta que outro aspecto importante \u00e9 que a corrida de rua faz com que as pessoas voltem a se conectar e se apropriar do espa\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u00a0\u201cQuando voc\u00ea corre a S\u00e3o Silvestre, voc\u00ea corre por alguns dos lugares mais bonitos da cidade ou por lugares que s\u00e3o marcos na cidade. Essa \u00e9 uma forma de se conectar com a hist\u00f3ria e com os pontos hist\u00f3ricos da cidade\u201d, salienta.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O programa <strong><em>Caminhos da Reportagem &#8211; 100 Vezes S\u00e3o Silvestre<\/em><\/strong>, e que celebra a cent\u00e9sima edi\u00e7\u00e3o da corrida, vai ao ar nesta segunda-feira (29), excepcionalmente a partir das 22h30, na <strong>TV Brasil, emissora da EBC.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em uma viagem a Paris, o jornalista C\u00e1sper L\u00edbero ficou maravilhado com uma corrida realizada \u00e0 noite. Decidido a promover algo semelhante no Brasil, ele idealizou uma prova que deveria ocorrer sempre no \u00faltimo dia do ano. 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